PALEONTOLOGIA

Desenterrado no Ártico esqueleto fóssil quase completo de rinoceronte extinto

Descoberta no Canadá revela espécie inédita de rinoceronte que habitou o Ártico há mais de 16 milhões de anos

Por Sputnik Brasil Publicado em 05/11/2025 às 10:56
© AP Photo / Petr David Josek

Pesquisadores do Museu da Natureza do Canadá anunciaram a descoberta de um esqueleto fóssil quase completo de uma espécie extinta de rinoceronte no Alto Ártico canadense.

O fóssil, pertencente a uma espécie até então desconhecida — Epiatheracerium itjilik — foi encontrado em depósitos lacustres ricos em fósseis na cratera de Haughton, em Nunavut, tornando-se o registro mais setentrional já identificado para rinocerontes.

Com uma linhagem evolutiva que ultrapassa 40 milhões de anos, os rinocerontes habitaram todos os continentes, exceto América do Sul e Antártica.

O animal viveu no início do Mioceno, entre 23 e 16 milhões de anos atrás, época em que o Ártico apresentava clima moderado e era coberto por densas florestas. Segundo o estudo, o E. itjilik era relativamente pequeno, de porte semelhante ao rinoceronte indiano atual, porém não possuía chifre.

O esqueleto, preservado em condições excepcionais, teve cerca de 75% de sua estrutura recuperada — um achado raro para fósseis desse período.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta contribui para repensar as rotas migratórias dos rinocerontes entre Europa e América do Norte, indicando que a ponte terrestre do Atlântico Norte permaneceu uma importante via de travessia até o Mioceno, por mais tempo do que se imaginava.