Dólar recua a R$ 5,37 com trégua entre China e EUA e expectativa sobre a Selic
Suspensão de restrições comerciais por Pequim e manutenção dos juros no Brasil favorecem o real e moedas emergentes
O dólar acelerou a queda e renovou mínimas, cotado a R$ 5,3706 (-0,52%), impulsionado pelo alívio nas tensões comerciais entre China e Estados Unidos. Segundo o economista Rafael Prado, da GO Associados, a decisão de Pequim de suspender restrições a 15 empresas norte-americanas e prorrogar, por mais um ano, a suspensão da tarifa adicional de 24% sobre produtos dos EUA contribuiu para fortalecer moedas de países emergentes.
No cenário doméstico, a expectativa de manutenção da taxa Selic em 15% segue sustentando o diferencial de juros, o que favorece operações de carry trade e beneficia o real.
Rafael Prado destaca ainda que o dólar permanece estável frente a moedas fortes (índice DXY), mesmo após o relatório ADP de empregos privados nos EUA superar as previsões do mercado. O resultado reforça as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve em dezembro, embora o dado se restrinja ao setor privado e o shutdown limite a divulgação de indicadores oficiais.