MERCADO FINANCEIRO

Bolsas europeias fecham em alta após melhora de humor em Nova York

Índices acionários avançam na Europa com influência positiva dos PMIs dos EUA e balanços corporativos; FTSE 100 de Londres atinge novo recorde

Publicado em 05/11/2025 às 13:55

Após uma sessão marcada por volatilidade, as principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira, 5, em alta, impulsionadas pelo desempenho positivo dos mercados acionários de Nova York. O avanço foi atribuído à divulgação dos índices de gerentes de compras (PMI) dos Estados Unidos, que trouxeram novo ânimo aos investidores e deixaram momentaneamente em segundo plano as preocupações com a valorização excessiva das ações de tecnologia.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,64%, fechando em 9.777,08 pontos e renovando o recorde histórico. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,42%, aos 24.048,87 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, teve alta de 0,08%, atingindo 8.074,23 pontos. O FTSE MIB, de Milão, registrou ganho de 0,41%, para 43.438,49 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, subiu 0,49%, para 16.101,08 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, avançou 0,69%, fechando em 8.484,01 pontos. Os dados são preliminares.

O receio de uma possível correção nos mercados, diante da supervalorização das ações, deu lugar ao apetite por risco nesta sessão. Ainda assim, o subíndice de tecnologia do Stoxx Europe 600 recuava 0,81%. Entre os destaques, a alemã SAP subiu 0,64%, enquanto a holandesa ASML, do setor de chips, caiu 1,06%.

Na temporada de balanços, o destaque foi para a Novo Nordisk, que recuou mais de 4% em Copenhague após divulgar lucro trimestral ligeiramente acima do esperado, mas reduzir sua projeção para o ano. Em Frankfurt, a BMW registrou forte alta de 6,63%, impulsionada pela expectativa de alta demanda em 2026, após apresentar resultados robustos no terceiro trimestre.

No cenário macroeconômico, a revisão dos PMIs indicou que, em outubro, o setor de serviços cresceu acima do inicialmente estimado tanto na zona do euro quanto no Reino Unido. Além disso, na Alemanha, as encomendas à indústria tiveram expansão mensal de 1,1% em setembro, superando as previsões dos analistas.