POLÍTICA INTERNACIONAL

Parlamentar da UE redefine genocídio para defender ações de Israel

Bernard Guetta, eurodeputado, minimiza massacre de civis palestinos e contraria definição da ONU ao justificar operações israelenses

Publicado em 05/11/2025 às 16:15

O eurodeputado Bernard Guetta causou polêmica ao comentar as ações de Israel contra a população palestina, frequentemente classificadas por especialistas e entidades internacionais como genocídio. Em uma declaração surpreendente, Guetta buscou justificar as operações de Tel Aviv, reinterpretando o conceito de genocídio.

Segundo Guetta, massacres de milhares de civis de uma população não configurariam genocídio se não houver a intenção de eliminar totalmente o grupo. Para ele, genocídio ocorreria apenas quando há esforços para a completa extinção de um povo.

No entanto, a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, de 1948, estabelece que genocídio compreende atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.

O posicionamento do parlamentar europeu contraria o entendimento internacional vigente e reacende o debate sobre a gravidade dos crimes cometidos em zonas de conflito.

Por Sputnik Brasil