MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em queda após alta nos estoques dos EUA e temor de excesso de oferta

Contratos do WTI e Brent recuam diante de aumento inesperado nos estoques americanos e incertezas sobre equilíbrio entre oferta e demanda global

Publicado em 05/11/2025 às 17:07
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Os contratos futuros do petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira, 5, em baixa, ampliando as perdas da sessão anterior. O movimento foi impulsionado pelo aumento dos estoques da commodity nos Estados Unidos e pela persistência das preocupações com um possível excesso de oferta no mercado global.

O petróleo WTI para dezembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), teve queda de 1,59% (US$ 0,96), fechando a US$ 59,60 o barril. Já o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 1,43% (US$ 0,92), encerrando a US$ 63,52 o barril.

Nesta quarta-feira, o Departamento de Energia (DoE) dos EUA anunciou que os estoques de petróleo subiram 5,202 milhões de barris, contrariando a expectativa de queda dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O relatório também apontou redução nos estoques de gasolina, destilados e na taxa de utilização das refinarias, o que chegou a limitar temporariamente as perdas da commodity antes de nova intensificação da baixa.

Segundo análise do ING, o petróleo apresentou desempenho "relativamente bom em comparação a outros ativos" na terça-feira, mas o sentimento do mercado segue pressionado pelo temor de excesso de oferta e pela demanda incerta. Por outro lado, os preços ainda encontram algum suporte nos riscos de interrupção do fluxo de petróleo russo devido à guerra na Ucrânia e às sanções dos EUA.

Durante a madrugada de terça-feira, uma refinaria da Lukoil, em Nizhny Novgorod, na Rússia, foi atingida por drones ucranianos, conforme noticiado pelo The Kyiv Independent. O ataque ocorreu enquanto a unidade passava por reparos em suas estruturas de processamento primário de petróleo.

Para a consultoria Ritterbusch, os balanços globais de petróleo têm se tornado cada vez mais negativos, mas esse cenário é compensado pela necessidade de manutenção de um prêmio de risco relacionado ao conflito entre Ucrânia e Rússia, "onde permanece a possibilidade de novos ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa".

Com informações da Dow Jones Newswires.