JUSTIÇA TRIBUTÁRIA

Haddad diz que aprovação do IR marca retomada do foco na desigualdade social

Ministro da Fazenda destaca impacto positivo da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e reforça compromisso com justiça social e responsabilidade fiscal.

Publicado em 05/11/2025 às 19:46
Haddad © Foto / Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (5) que a aprovação do Projeto de Lei 1.087/2025, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, representa "um dia muito importante em que o país volta os olhos para a questão da desigualdade". O texto foi aprovado por unanimidade no Senado e segue para sanção presidencial, sem alterações de mérito em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados.

Haddad destacou que a medida é fiscalmente neutra e promove maior justiça tributária, compensando a renúncia com a taxação de contribuintes de renda mais alta. "O projeto é neutro do ponto de vista fiscal. Ele se compensa com aqueles 140 mil brasileiros que ganham mais de um milhão por ano e que pagavam uma alíquota média muito baixa. Está havendo uma compensação justa, que torna o Brasil menos desigual e aponta para a direção correta: buscar justiça social por meio da justiça tributária", afirmou.

O ministro também ressaltou que a ampliação da isenção deve ter efeito positivo sobre o consumo das famílias e a atividade econômica. "Vai diminuir o endividamento, aumentar o poder de compra e fazer a economia andar mais. Os empresários terão um mercado mais robusto. É bom para quem sente no bolso, mas também para quem quer viver num país melhor", avaliou.

Segundo Haddad, a aprovação do texto é resultado de um esforço conjunto entre governo e Congresso. "É um projeto de muitas mãos e muitas cabeças. Quero agradecer especialmente ao Senado Federal, que, assim como a Câmara, demonstrou grande responsabilidade. Muitos duvidavam da viabilidade do projeto, mas prevaleceu o compromisso com a autonomia e o interesse público", disse.

Por fim, o ministro garantiu que a Fazenda não fará objeções à versão final aprovada pelo Legislativo. "Por parte da Fazenda, não haverá nenhuma manifestação contrária ao que foi aprovado. Estamos de acordo com as alterações e vamos encaminhar o projeto à sanção presidencial", concluiu.