TRAGÉDIA CLIMÁTICA

Paraná confirma mais uma morte após tornados; número de óbitos chega a oito na região Sul

Idoso de 70 anos, morador de Rio Bonito do Iguaçu, é a oitava vítima fatal dos tornados que atingiram o Sul do País. Estado soma seis mortes em uma única cidade e 20 pessoas seguem internadas.

Publicado em 11/11/2025 às 15:52
Reprodução/internet

O Paraná confirmou nesta terça-feira, 11, mais uma morte em decorrência dos tornados que atingiram a região Sul do País na última sexta-feira, 7. Com o novo registro, o total de óbitos chega a oito: sete no Paraná e um no Rio Grande do Sul.

A vítima mais recente é um idoso de 70 anos, morador de Rio Bonito do Iguaçu, que faleceu na manhã de sábado, 10, vítima de insuficiência cardíaca aguda, conforme informou a Secretaria de Saúde do Paraná. Segundo as autoridades, a morte foi relacionada ao "estresse pós-trauma no contexto do tornado" e comunicada pelo município, já que o paciente não chegou a ser encaminhado ao sistema de saúde regulado pelo Estado.

Entre as mortes registradas no Paraná, seis ocorreram em Rio Bonito do Iguaçu — município mais afetado — e uma em Guarapuava. O balanço da Secretaria de Saúde aponta ainda que 20 pessoas permanecem internadas em razão do desastre, e, ao todo, 835 atendimentos médicos já foram realizados. O estado de saúde dos feridos não foi detalhado.

Uma ampla rede de serviços de saúde foi mobilizada para atender as vítimas dos tornados, envolvendo mais de 400 profissionais, entre socorristas do Samu e equipes das unidades hospitalares. Grupos de voluntários também atuam no auxílio aos moradores atingidos.

Ventos de até 330 km/h

Somente o Paraná foi atingido por três tornados na última sexta-feira. O mais severo devastou Rio Bonito do Iguaçu, com ventos que chegaram a 330 km/h. Outros dois tornados foram registrados em Guarapuava e Turvo, conforme confirmou o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Estado (Simepar) na segunda-feira, 10.

Os tornados resultaram da passagem de uma frente fria e de um ciclone extratropical pelo Oceano Atlântico, fenômenos que criaram um ambiente instável, com descargas elétricas, granizo e ventos intensos na região.

"Essa frente fria passou rapidamente sobre o Rio Grande do Sul nas primeiras horas da manhã e chegou ao Paraná no meio da tarde de sexta-feira. À frente dela, algumas células de tempestade se formaram e se organizaram em supercélulas. Nessas supercélulas houve formação de tornados", explicou Sheila Paz, meteorologista do Simepar.

O ciclone, portanto, não é o mesmo fenômeno que os tornados, mas criou as condições para que eles se formassem, ampliando a instabilidade atmosférica e favorecendo a ocorrência de tempestades rotativas.