Porta-aviões gigante dos EUA se aproxima da Venezuela em meio a tensões ampliadas
USS Gerald R. Ford reforça presença militar dos Estados Unidos na região, elevando alerta diante de acusações mútuas entre Washington e Caracas
O grupo de ataque liderado pelo USS Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, entrou nesta terça-feira na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), que engloba América Latina e Caribe, conforme comunicado divulgado pela Marinha americana.
A movimentação segue ordem do secretário de Guerra, Pete Hegseth, para apoiar a “diretriz presidencial de desmantelar organizações criminosas transnacionais e combater o narcoterrorismo em defesa da pátria”.
A chegada do porta-aviões ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e o governo de Nicolás Maduro, acusado por autoridades norte-americanas de envolvimento com redes de narcotráfico — alegação negada por Caracas.
Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, “a presença reforçada das forças dos EUA no Comando Sul aumentará a capacidade de detectar, monitorar e interromper atores e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território norte-americano e da região hemisférica”.
Parnell acrescentou que as forças “ampliarão as capacidades existentes para interromper o tráfico de entorpecentes e degradar e desmantelar organizações criminosas transnacionais”.
Com mais de 4 mil marinheiros e dezenas de aeronaves táticas a bordo, o grupo reforçará as tropas já posicionadas na região, incluindo o grupo anfíbio do navio Iwo Jima e unidades expedicionárias de fuzileiros navais.
O comandante do Southcom, almirante Alvin Holsey, destacou: “Por meio de um compromisso inabalável e do uso preciso de nossas forças, estamos prontos para combater as ameaças transnacionais que buscam desestabilizar nossa região”.
De acordo com Holsey, o envio do Gerald R. Ford representa “um passo crítico para proteger a segurança do Hemisfério Ocidental e da pátria americana”.