O céu não é o limite: tem lugar para o Brasil na nova corrida espacial?
Enquanto potências globais intensificam a disputa pela exploração lunar, especialistas analisam se o Brasil está pronto para ocupar seu espaço no cenário aeroespacial internacional.
A Lua voltou a ser o foco das grandes potências e de novos protagonistas no cenário geopolítico aeroespacial. Missões de diferentes países se multiplicam para explorar o satélite natural da Terra, incluindo planos para a instalação de bases permanentes.
E o Brasil? As parcerias espaciais atualmente firmadas pelo país estão à altura de seu potencial para se inserir, ao menos minimamente, nessa nova corrida?
Para discutir essas questões, a Sputnik Brasil ouviu especialistas do setor. Segundo Marcos José Barbieri Ferreira, especialista em indústria aeroespacial, o Brasil não soube capitalizar os avanços do setor aeronáutico para impulsionar o desenvolvimento espacial:
"Ver aeronaves brasileiras cruzando o mundo — sejam aviões comerciais, jatos executivos ou cargueiros militares de alta tecnologia — demonstra que o Brasil alcançou conquistas expressivas na aviação. No entanto, quando olhamos para o setor espacial, a realidade é quase oposta. O Brasil avançou muito pouco nessa área", avalia o especialista.