Viveo reverte prejuízo e registra lucro de R$ 226,9 milhões no 3º trimestre de 2025
Após cinco trimestres consecutivos de perdas, fabricante de insumos hospitalares volta ao azul impulsionada por decisão do STF sobre Difal e ações de eficiência operacional
A Viveo, fabricante e distribuidora de insumos hospitalares, registrou lucro líquido de R$ 226,9 milhões no terceiro trimestre de 2025, revertendo um ciclo de cinco trimestres consecutivos de prejuízo. No mesmo período de 2024, a empresa havia contabilizado prejuízo de R$ 237,7 milhões.
O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela reversão de R$ 314,6 milhões, decorrente de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o diferencial de alíquotas do ICMS (Difal). Em outubro, a Corte determinou que empresas que ingressaram com ação judicial até novembro de 2023 estão isentas do pagamento retroativo. Excluindo esse efeito, o lucro líquido ajustado da Viveo entre julho e setembro foi de R$ 42,4 milhões.
Além do impacto da decisão judicial, contribuíram para o resultado as iniciativas de melhoria operacional, como redução de despesas administrativas, ajustes no capital de giro, no ciclo de financiamento e nos estoques, além de renegociações com clientes. “Começa a mostrar resultado efetivo das ações que estamos fazendo aqui”, afirmou Leonardo Byrro, diretor-presidente da companhia, ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
A receita líquida da Viveo somou R$ 2,833 bilhões no trimestre, o que representa uma retração de 3,8% em relação ao mesmo intervalo de 2024.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 172,9 milhões, um avanço de 13,1% frente ao terceiro trimestre do ano anterior. A geração de caixa livre foi de R$ 167 milhões, contribuindo para a redução de 0,16 ponto percentual na alavancagem em comparação ao segundo trimestre de 2025, encerrando o período em 4,17 vezes.
Segundo Byrro, a companhia deve manter o plano de desalavancagem para 2026, com a meta de alcançar 3,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda até o meio do ano. “Estamos confiantes em voltar para essa trajetória de alavancagem menor do que 4 vezes”, destacou, ressaltando que essa é uma prioridade para a Viveo.
No trimestre, a dívida líquida da empresa ficou em R$ 2,7 bilhões, redução de 2% em relação ao segundo trimestre deste ano.
O executivo avalia que a tendência para 2026 é ainda mais positiva, com a expectativa de capturar benefícios das ações de eficiência operacional já implementadas. A perspectiva é de diminuição adicional das despesas ao longo do próximo ano.