FINANÇAS PÚBLICAS

Governos precisaram de R$ 741,3 bilhões para fechar as contas em 2024

IBGE aponta queda de 12,2% na necessidade de financiamento dos entes federativos em relação a 2023

Publicado em 26/11/2025 às 13:48

O chamado Governo Geral — que engloba a União, seus poderes, estados e municípios — precisou de R$ 741,3 bilhões para fechar as contas em 2024. Esse valor corresponde à chamada necessidade de financiamento líquida.

Em termos práticos, o dado indica o quanto o setor público precisou se endividar no ano passado. O montante representa uma queda de 12,2% em comparação à necessidade líquida de financiamento de 2023. Os números já incluem os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.

As informações fazem parte do estudo Estatísticas de Finanças Públicas e Conta Intermediária de Governo, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e o Banco Central (BC).

O levantamento detalha a divisão da necessidade de financiamento:

  • Governo Central: R$ 670,3 bilhões
  • Estados: R$ 55,5 bilhões
  • Municípios: R$ 15,5 bilhões

O Governo Central abrange, além do Governo Federal, os poderes Legislativo e Judiciário, empresas estatais dependentes, Previdência Social e órgãos da administração direta e indireta.

Arrecadação e despesas

Segundo o IBGE, a redução de 12,2% na necessidade de financiamento reflete o crescimento nominal de 12,7% na arrecadação, frente a um aumento de 8,5% nas despesas.

No detalhamento das receitas, a arrecadação de impostos subiu 16,3%, enquanto as contribuições sociais cresceram 8,2%.

Pelo lado das despesas, os benefícios previdenciários e assistenciais — a principal rubrica — tiveram alta de 6%, com destaque para benefícios assistenciais de idade e invalidez, que cresceram 18,2%.

Em 2024, o Governo Geral destinou R$ 971 bilhões ao pagamento de juros, valor que representa 52% do total gasto pelo país com benefícios previdenciários e assistenciais (R$ 1,9 trilhão).

As maiores parcelas de receitas e despesas concentram-se no Governo Central.

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