CRISE POLÍTICA

Militares tomam TV nacional e anunciam suspensão da Constituição no Benin

Grupo liderado pelo tenente-coronel Pascal Tigri afirma ter fechado fronteiras e dissolvido instituições; governo resiste à tentativa de golpe.

Por Sputnik Brasil Publicado em 07/12/2025 às 07:23
Militares assumem TV nacional do Benin e anunciam suspensão da Constituição durante tentativa de golpe. © AP Photo / Yousef Murad

Um grupo de militares no Benin assumiu o controle da emissora nacional de televisão e declarou a suspensão da Constituição, o fechamento das fronteiras e a dissolução dos partidos políticos, segundo informações da revista Jeune Afrique.

A publicação, citando fontes próprias, relata que os militares tentaram invadir a residência do presidente Patrice Talon, que estava no local, mas a ação foi frustrada pelas forças de segurança.

"No entanto, [os militares] assumiram o controle do prédio da televisão nacional, que transmitiu na manhã de domingo sua mensagem. Eles declararam que estavam suspendendo a Constituição, bem como todas as instituições políticas e partidos. Também afirmaram ter fechado as fronteiras do Benin", detalha a reportagem.

Os soldados se autodenominam Comitê Militar do Renascimento e são liderados pelo tenente-coronel Pascal Tigri, que se apresentou como novo chefe do país.

Na manhã deste domingo (7), moradores de Cotonou relataram tiros nas proximidades da residência presidencial.

De acordo com fontes da Sputnik, a Guarda Nacional resiste aos insurgentes, que permanecem abrigados no prédio da televisão nacional.

"No momento, trata-se de uma tentativa de golpe, já que apenas o canal nacional de TV foi tomado. Unidades da Guarda Republicana já repeliram a tentativa de tomar o palácio presidencial. Ainda não temos confirmação de que o golpe realmente ocorreu. No entanto, houve uma tentativa de golpe e a situação permanece complicada", afirmou à Sputnik o analista beninês Modeste Dossou.

O presidente Patrice Talon está em segurança, e o Exército trabalha para retomar o controle, conforme informou a agência AFP, citando pessoas próximas ao governo.