ECONOMIA

Alckmin critica altos juros no Brasil e aponta queda na inflação dos alimentos

Vice-presidente destaca que inflação dos alimentos está em 2% e questiona manutenção da segunda maior taxa de juros do mundo.

Publicado em 12/12/2025 às 14:41
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira que já existem condições para a redução da taxa de juros no Brasil.

"Eu entendo que sim. Porque, na realidade, você tem inflação em queda. Nós estamos abaixo do teto da meta de inflação", declarou Alckmin a jornalistas, ressaltando que dois fatores contribuíram para a desaceleração: o alívio no câmbio, com o dólar caindo de R$ 6,30 para R$ 5,40, e a redução da inflação dos alimentos.

"Inflação de alimentos está em 2%, então não tem justificativa para você ter o segundo maior juro do mundo. Isso atrapalha investimento, porque quem precisa de capital para investir, segura; atrapalha os consumidores, temos um grande número de famílias com problemas de dívida; e atrapalha a dívida pública, porque cada 1% da taxa Selic custa R$ 52 bilhões por ano só para rolar dívida", afirmou o vice-presidente.

Alckmin reiterou que não faz sentido o Brasil manter a segunda maior taxa de juros global enquanto apresenta inflação em queda e fatores como alimentos e dólar também em retração.

As declarações foram dadas pouco antes de Alckmin deixar o 8º Seminário Internacional de Líderes, realizado em São Paulo.