SAÚDE

Obra da artista ítalo-brasileira Giulia Mangoni

Dois novos estudos científicos não encontraram relação sobre o tema

Por Redação ANSA Publicado em 12/12/2025 às 15:53
Dois estudos revisados comprovam que vacinas não causam autismo

A Organização Mundial de Saúde garantiu na quinta-feira (11) que vacinas não causam autismo.

A declaração se deu com base em duas novas análises científicas conduzidas pelo Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas (Gacvs).

O tema voltou ao debate quando, em novembro, a página oficial da agência de controle de doenças dos Estados Unidos divulgou, erroneamente, que "a afirmação 'as vacinas não causam autismo' não é baseada em evidências".

Diante disso, dois estudos revisaram a literatura recente sobre uma possível relação entre vacinas e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O primeiro analisou vacinas, especialmente as que contêm o conservante timerosal, e o surgimento do autismo por meio da revisão de 31 estudos anteriores.

Vinte desses experimentos, "metodologicamente mais rigorosos, não encontraram evidências que apoiassem uma associação entre vacinas e autismo, independentemente do teor de timerosal", explicou a OMS.

As outras onze análises partiram da hipótese de uma relação, mas "apresentaram múltiplos problemas metodológicos significativos".

"O grande conjunto de evidências científicas de alta qualidade disponíveis continua a apoiar fortemente o perfil de segurança positivo e a ausência de uma relação causal com os transtornos do espectro autista", declarou a OMS sobre o primeiro estudo.

Já o segundo se concentrou nas vacinas que contêm alumínio.

Neste caso, 17 análises de "alta qualidade" excluíram qualquer tipo de relação com o autismo, enquanto duas encontraram uma associação de "baixa qualidade" devido a uma "modalidade de projeção incapaz de demonstrar causalidade".

Com base nas duas avaliações científicas, a OMS concluiu "que não há evidências de uma relação causal entre vacinas e transtornos do espectro autista".