DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Tailândia e Camboja concordam em cessar hostilidades e retomar acordo de paz mediado por Trump

Após mediação de Donald Trump, líderes dos dois países do Sudeste Asiático anunciam trégua e reafirmam compromisso com pacto assinado em outubro.

Publicado em 12/12/2025 às 16:01
Líderes de Tailândia e Camboja anunciam cessar-fogo após mediação dos EUA e retomam acordo de paz. © AP Photo / Evan Vucci

Após conversas telefônicas com os primeiros-ministros da Tailândia e do Camboja, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (12) que ambos os países decidiram interromper as hostilidades após uma recente escalada na fronteira.

"Hoje de manhã tive uma conversa muito boa com o primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, e com o primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, sobre o lamentável ressurgimento de sua prolongada guerra. Eles concordaram em cessar todos os disparos a partir desta noite e retornar ao Acordo de Paz original", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

Os primeiros-ministros assinaram o acordo de paz em 26 de outubro, na presença de Trump, durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur.

No entanto, pouco mais de um mês depois, em 7 de dezembro, confrontos militares na fronteira entre Tailândia e Camboja foram retomados, com ambas as partes se acusando mutuamente de violar o cessar-fogo.

Durante os embates, o lado tailandês realizou um ataque aéreo contra instalações militares cambojanas, intensificando as tensões.

O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, afirmou estar disposto a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança e a soberania de seu país.

Já o Ministério da Defesa Nacional do Camboja solicitou à comunidade internacional que condene a "violação do acordo de paz" por parte da Tailândia.

O acordo representa um compromisso de ambas as nações para desescalar o conflito fronteiriço e foi firmado com a presença dos líderes dos Estados Unidos e da Malásia.

Trump reconheceu, na última quarta-feira (10), que o conflito, anteriormente contido, voltou a explodir, e prometeu atuar novamente para restaurar a paz.

Por Sputnik Brasil