MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em queda e acumula recuo de 4% na semana

Cotações do WTI e Brent são pressionadas por tensões geopolíticas e expectativa de ações dos EUA na Venezuela

Publicado em 12/12/2025 às 17:05
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O petróleo encerrou esta sexta-feira, 12, em queda, em uma sessão marcada pela volatilidade nos mercados internacionais e pela deterioração do sentimento em Wall Street. Investidores do setor de energia monitoram atentamente os preparativos dos Estados Unidos para possíveis ações terrestres na Venezuela, além dos ataques entre Rússia e Ucrânia, enquanto um acordo de paz segue em negociação.

O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou com recuo de 0,27% (US$ 0,16), a US$ 57,44 o barril. Já o Brent para fevereiro, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 0,26% (US$ 0,16), a US$ 61,12 o barril. Na semana, WTI e Brent acumularam perdas de 4,39% e 4,12%, respectivamente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que o governo norte-americano intensificará os ataques contra narcotraficantes na Venezuela, indicando que ações terrestres no país ocorrerão "muito em breve", após a interceptação de um petroleiro com capacidade para 2 milhões de barris.

Segundo a Reuters, novos ataques a embarcações venezuelanas por Washington também são considerados iminentes.

Na Rússia, o assessor presidencial Yuri Ushakov declarou que um cessar-fogo só será possível com a retirada das tropas ucranianas de Donbas, e que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem se oposto à medida. Para a consultoria Ritterbusch, houve nesta semana uma redução significativa no prêmio de risco geopolítico, em um mercado que parece descontar avanços nos esforços de paz.

Em meio às tensões no Leste Europeu, um navio cargueiro na região de Odesa, também na Ucrânia, sofreu danos e pegou fogo após um ataque russo, de acordo com a Reuters. Moscou ameaçou na semana passada "cortar a Ucrânia do mar". A União Europeia (UE) aprovou nesta sexta-feira uma medida emergencial para impedir que ativos do Banco Central da Rússia, imobilizados no bloco, retornem ao país.

"Com o fim do ano se aproximando, está se tornando evidente que a maioria dos preços de energia terminará o ano com descontos significativos", avaliou o Commerzbank, destacando que o barril do Brent está cerca de US$ 10 mais barato do que no início do ano.

*Com informações da Dow Jones Newswires