DIPLOMACIA MARÍTIMA

Análise destaca como atuação do Brasil no Conselho da IMO fortalece influência marítima do país

Participação ativa na Organização Marítima Internacional reforça soft power brasileiro, impulsiona políticas ambientais e amplia protagonismo internacional.

Por Sputnik Brasil Publicado em 12/12/2025 às 22:03
Atuação do Brasil no Conselho da IMO reforça influência e liderança marítima no cenário internacional. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

No cenário das relações internacionais, o Conselho da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) se consolida como a principal autoridade dedicada à segurança e à salvaguarda da vida humana no ambiente marítimo. É o que destaca Jéssica de Freitas e Gonzaga da Silva, professora de história naval, em entrevista à Sputnik Brasil.

Segundo a especialista, o Brasil mantém uma tradição de participação efetiva no órgão desde sua adesão, com representantes designados pela Marinha. Ela ressalta que a busca pela liderança na IMO está alinhada à política externa brasileira, que visa fortalecer o multilateralismo e retomar o protagonismo internacional, especialmente em temas como meio ambiente, segurança ambiental e direitos humanos.

Jéssica Gonzaga enfatiza ainda que o poder marítimo é fundamental para o desenvolvimento do Brasil, razão pela qual o país adota o conceito de "Economia Azul". O objetivo é difundir a mentalidade marítima, evidenciando a importância dos oceanos para a economia nacional e a necessidade de garantir a sustentabilidade ambiental desse ecossistema.

Além da segurança no mar, o governo brasileiro busca protagonismo na transição energética por meio de práticas sustentáveis. Uma das atribuições da IMO é justamente a redução da poluição marítima, como aponta o professor Marcos Antonio dos Santos Fernandez à Sputnik Brasil. Ele observa que o Brasil já exerceu papel de destaque na IMO e pode recuperar esse protagonismo, sobretudo pela sua matriz energética considerada uma das mais verdes do mundo.

No entanto, Fernandez pondera que, para isso, o país precisa de um projeto político consistente e de "um mínimo de estabilidade política", atualmente prejudicada pela polarização.