ECONOMIA

FGV aponta alta em educação, passagem aérea e alimentos como motores da inflação ao consumidor em janeiro

Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) acelera para 0,39% em janeiro, puxado por reajustes em educação, transporte e alimentação.

Publicado em 16/01/2026 às 08:38
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os aumentos nos gastos com educação, passagem aérea e alimentação impulsionaram a inflação ao consumidor, medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), em janeiro, conforme divulgado nesta terça-feira (16) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) avançou de 0,21% em dezembro para 0,39% em janeiro.

Entre os itens que mais pressionaram o índice no mês estão passagem aérea (3,29%), curso de ensino superior (1,73%), curso de ensino fundamental (1,92%), refeições em bares e restaurantes (0,76%) e taxa de água e esgoto residencial (1,17%). Por outro lado, houve recuo nos preços de eletricidade residencial (-1,77%), leite longa vida (-3,05%), protetores para a pele (-2,36%), ovos (-2,48%) e manga (-6,66%).

"Os preços ao consumidor, sazonalmente no início do ano, apresentam maiores elevações no grupo Educação, em razão do início do novo ano letivo. Além disso, houve uma reaceleração nos preços dos alimentos, contribuindo para o avanço do IPC em relação a dezembro", explica Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Na comparação com dezembro, cinco das oito classes de despesa registraram variação mais elevada: Vestuário (de -1,30% para 0,87%), Alimentação (de -0,19% para 0,50%), Transportes (de 0,23% para 0,40%), Despesas Diversas (de 0,00% para 0,11%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,16% para 0,22%).

Já os grupos Educação, Leitura e Recreação (de 1,86% para 1,27%), Habitação (de 0,28% para 0,08%) e Comunicação (de 0,10% para 0,00%) apresentaram taxas de variação menores em janeiro.