VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Mulher desaparecida em Minas Gerais é encontrada morta; suspeito confessa crime e é preso

Joyce Karolina Silva, de 25 anos, foi localizada sem vida em Araguari. Suspeito admitiu o crime e está preso por feminicídio.

Publicado em 21/01/2026 às 19:24
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil e a Polícia Militar de Minas Gerais localizaram, nesta terça-feira (20), o corpo de Joyce Karolina Silva, de 25 anos, em uma residência no bairro São Sebastião, na cidade de Araguari. As buscas pela jovem tiveram início em 13 de janeiro.

Um homem de 28 anos foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. Posteriormente, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito por feminicídio. O nome do acusado não foi divulgado, impossibilitando contato com sua defesa.

Joyce foi vista pela última vez por familiares em Dolearina, distrito de Estrela do Sul (MG), em 5 de janeiro. O desaparecimento foi registrado no dia 13, dando início às buscas realizadas pelas polícias Civil e Militar.

O corpo da vítima foi encontrado com um ferimento no pescoço e em avançado estado de decomposição, sendo encaminhado para perícia. Após a localização do corpo, os policiais identificaram e encontraram o suspeito, que confessou ter esfaqueado Joyce durante uma relação sexual.

Feminicídios em alta

O Brasil atingiu um novo recorde de feminicídios em 2025, mesmo com os dados de dezembro ainda incompletos, conforme balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foram registrados 1.470 casos no período — uma média de quatro vítimas por dia. Os números de dezembro em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo ainda não foram contabilizados; este último costuma liderar as estatísticas.

O delegado regional de Araguari, Rodrigo Faria, reforçou a importância de denúncias em casos de violência doméstica. "Comportamentos obsessivos, ameaças e outros atos violentos devem ser comunicados imediatamente. A participação da sociedade é essencial para prevenir e reprimir crimes que colocam em risco a vida e a segurança das vítimas", destacou.