MERCADO FINANCEIRO

Dólar em queda pressiona juros com foco em Trump e dados dos EUA

Moeda americana recua diante de incertezas geopolíticas e expectativa por discursos e indicadores econômicos dos Estados Unidos

Publicado em 22/01/2026 às 09:42
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O dólar opera em queda na manhã desta quinta-feira (22), sendo negociado próximo de R$ 5,31 no mercado à vista por volta das 9h30, o que pressiona a curva de juros para baixo. Esse movimento acompanha o recuo dos rendimentos dos Treasuries intermediários e longos, além da desvalorização global da moeda americana, reflexo das incertezas geopolíticas.

Na quarta-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma estrutura de acordo para a Groenlândia e a suspensão de tarifas para países europeus, embora sem detalhamento.

O mercado aguarda novo discurso de Trump em Davos às 11h, além da divulgação de dados do PIB e do PCE dos EUA. No Brasil, os números de arrecadação de dezembro também são aguardados. A mediana do Projeções Broadcast aponta para R$ 290,1 bilhões em dezembro, ante R$ 226,753 bilhões em novembro. O resultado indica alta de cerca de 6,5% em relação a dezembro de 2024, impulsionada pelo bom desempenho do IOF.

Cenário eleitoral e avaliações do governo

Na seara política, pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra estabilidade na avaliação do presidente Lula em janeiro: 48,7% aprovam e 50,7% desaprovam. A avaliação do governo permanece equilibrada, com 47,1% considerando ótimo ou bom e 48,5% ruim ou péssimo. Apesar da rejeição acentuada entre jovens, Lula mantém a imagem menos negativa entre os líderes políticos. As avaliações setoriais do governo, em geral, ficam abaixo das do ex-presidente Jair Bolsonaro, exceto no turismo. Ainda assim, políticas como o Farmácia Popular e a isenção do IR até R$ 5 mil têm alta aprovação.

Destaques corporativos e regulatórios

No noticiário empresarial, um fundo da Trustee DTVM, ligada ao Banco Master, investiu quase R$ 10 milhões na BSF Gestão em Saúde, empresa investigada por descontos ilegais a aposentados do INSS.

O presidente interino da CVM, João Accioly, manifestou apoio a uma mudança legal que permita à autarquia compartilhar, com o Banco Central, a supervisão dos fundos de investimento.

Cenário internacional

Em Davos, mais cedo, Donald Trump formalizou o Conselho de Paz como organização internacional, afirmando que a aliança atuará com diversos países além da ONU. Entre os signatários do documento estão Argentina, Hungria, Paraguai, Arábia Saudita, Turquia, Indonésia, Mongólia e Azerbaijão.

Na Turquia, o Banco Central reduziu as principais taxas de juros em 100 pontos-base, levando a taxa básica de 38% para 37% ao ano. A decisão foi justificada pela desaceleração da tendência subjacente da inflação, apesar da pressão recente dos preços dos alimentos.