Cuba nega combustível à embaixada dos EUA em meio a bloqueio energético
Governo cubano recusa pedido americano por diesel para geradores e classifica solicitação como 'descarada', agravando tensão diplomática.
O governo de Cuba recusou, nesta sexta-feira (20), um pedido da embaixada dos Estados Unidos para fornecimento de diesel destinado a geradores, em meio à escassez de combustível provocada pelo bloqueio energético norte-americano imposto à ilha, informou o jornal The Washington Post com base em documentos.
"O governo cubano rejeitou nesta semana um pedido da Embaixada dos EUA em Havana para importar diesel para seus geradores, classificando a solicitação como 'descarada', diante do bloqueio de combustível imposto à ilha pela administração do presidente Donald Trump", destaca a publicação.
Segundo o jornal, a negativa pode levar à retirada de parte dos funcionários da embaixada já em maio, ou até antes. A escassez de combustível em Cuba é atribuída ao bloqueio energético imposto pelos EUA.
No início de fevereiro, o embaixador da Rússia em Havana, Viktor Koronelli, afirmou à Sputnik que Moscou continuará fornecendo petróleo à ilha.
Na última semana, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu que os Estados Unidos abandonem os planos de bloqueio militar e naval a Cuba e garantiu que Moscou continuará apoiando Havana em questões de soberania e segurança.
Lavrov também rejeitou as acusações de Washington de que a cooperação russo-cubana representa ameaça à segurança dos EUA.
Outro país que tem prestado apoio a Havana é o Brasil. Apesar das restrições impostas por Washington, o governo brasileiro anunciou, na última quarta-feira (18), o envio de uma segunda remessa de ajuda humanitária ao país, incluindo medicamentos e alimentos.