LUTO NA MÚSICA BRASILEIRA

Morre aos 73 anos o cantor e compositor Gilson, autor do clássico “Casinha Branca

Artista potiguar estava internado nas últimas semanas e deixa como legado uma das canções mais afetivas da música popular brasileira.

Por Redação Publicado em 30/05/2026 às 22:39
Gilson, legado musical no país Reprodução

Morreu neste sábado, 30 de maio, aos 73 anos, o cantor e compositor Gilson Vieira da Silva, conhecido nacionalmente por ser um dos autores de “Casinha Branca”, uma das músicas mais lembradas da música popular brasileira. A informação foi divulgada pela Tribuna do Norte.

Natural de Macau, município da Costa Branca do Rio Grande do Norte, Gilson nasceu em 1º de agosto de 1952 e construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade popular de suas composições. Nas últimas semanas, o artista estava internado em razão de problemas de saúde.

Seu nome ficou eternizado principalmente pela canção “Casinha Branca”, composta em parceria com Joran. Gravada inicialmente pelo próprio Gilson, a música atravessou gerações e se transformou em um verdadeiro hino da memória afetiva brasileira.

Lançada no fim da década de 1970, “Casinha Branca” ganhou projeção nacional ao integrar a trilha sonora da novela “Marron Glacê”, exibida pela TV Globo em 1979. A partir daí, a canção passou a ocupar um lugar especial no repertório sentimental do país, sendo regravada por diversos artistas ao longo dos anos.

Com versos que falam de simplicidade, paz, recolhimento e desejo de uma vida mais serena, a música tornou-se uma espécie de refúgio poético para milhões de brasileiros. A imagem da casa simples, distante da agitação e próxima da natureza, ajudou a consolidar Gilson como compositor capaz de traduzir sentimentos universais em linguagem direta e profundamente popular.

Além de “Casinha Branca”, Gilson também deixou outras composições importantes. Entre elas estão “Verdade Chinesa”, gravada por Emílio Santiago; “Fim de Solidão”, registrada por José Augusto; e “I Love You”, sucesso na voz da cantora Adriana.

Embora tenha sido identificado sobretudo com o êxito de “Casinha Branca”, Gilson teve participação relevante na música brasileira como compositor de melodias populares, românticas e de forte apelo emocional. Sua obra dialogou com diferentes intérpretes e estilos, sempre preservando a marca da simplicidade e da comunicação direta com o público.

A morte do artista encerra uma trajetória física, mas não apaga sua presença na memória musical do país. Gilson parte deixando uma canção que permanece viva, cantada e lembrada por várias gerações.

Mais do que um sucesso radiofônico, “Casinha Branca” se tornou um patrimônio sentimental da música brasileira — e, por meio dela, o nome de Gilson continuará habitando a lembrança de quem encontra na música um lugar de saudade, ternura e esperança.