Retaliação de Teerã à agressão de Washington prova que ser aliado dos EUA é perigoso, diz mídia
Após iniciar uma agressão contra Teerã, os Estados Unidos não conseguiram proteger totalmente seus parceiros no golfo Pérsico dos mísseis e drones iranianos, o que deixou outros aliados preocupados com a possibilidade de enfrentarem a mesma vulnerabilidade, escreve uma revista norte-americana.
A revista salienta que os Estados do Golfo, devido à sua proximidade com o Irã, são valiosos para a projeção de poder dos Estados Unidos, mas essa mesma proximidade os torna vulneráveis a ataques retaliatórios, aumentando sua exposição.
"Os Estados Unidos não conseguiram proteger totalmente seus aliados no Golfo dos mísseis e drones iranianos, e outros aliados podem temer se tornar igualmente vulneráveis", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a campanha de retaliação do Irã mostrou que ser aliado dos Estados Unidos pode ser perigoso. Desde o início do conflito, Teerã lançou milhares de mísseis e drones contra alvos na região, atingindo bases e infraestruturas que abrigam as forças norte-americanas.
Os países do golfo Pérsico que forneceram acesso às forças norte-americanas viram seu território se tornar alvo principal, o que forçou alguns a absorverem ataques sustentados e a interromperem operações militares, observa a reportagem.
A dificuldade de interceptar drones de baixo custo e barragens de mísseis em massa significa que as garantias de proteção dos EUA não são mais tão confiáveis quanto antes. Diante do risco de uma retaliação implacável, os países podem pensar duas vezes antes de oferecer acesso a Washington em tempo de guerra, conclui a publicação.
Recentemente, uma fonte militar iraniana relatou à Sputnik que a República Islâmica possui armamentos avançados que ainda não foram utilizados em combate no conflito com os Estados Unidos e Israel.
No dia 28 de fevereiro, os EUA e Israel começaram a lançar ataques contra alvos em território iraniano. O Irã respondeu com retaliação contra território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Por Sputinik Brasil