JORNADA DE TRABALHO

Randolfe defende jornada de 40 horas imediata e debate sobre transição no Senado

Líder do governo no Congresso avalia que há clima favorável para a PEC que acaba com a escala 6x1 avançar com rapidez

Publicado em 09/06/2026 às 19:53
Randolfe Rodrigues Waldemir Barreto/Agência Senado

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta terça-feira, 9, que espera a discussão, no Senado, sobre o período de transição para a vigência total da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1.

Randolfe considera o prazo de transição longo e defende que a jornada máxima de 40 horas passe a valer assim que o texto for promulgado.

"No Senado, há um ambiente que considera o prazo de transição longo demais ... Por que tem que viger só daqui a 60 dias? Esse é um debate que está desde 1988", declarou Randolfe a jornalistas.

O senador disse acreditar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem "simpatia" pelo texto. Randolfe também afirmou ter disposição de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o tema, mesmo após as rusgas provocadas pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação do líder do governo, há um "clima favorável" no Senado para a aprovação da redução da jornada de trabalho, e a proposta deve tramitar com celeridade.

"Acho que irá tramitar somente uma comissão e nós iremos votar logo. Vamos votar logo", afirmou.

A declaração ocorre em meio às avaliações sobre se a PEC passará apenas pela Comissão de Constituição e Justiça ou se também terá de ser analisada por uma comissão especial, embora o regimento do Senado não preveja essa etapa.

Randolfe afirmou ainda desconhecer conversas sobre uma desoneração da folha de pagamento para compensar eventuais perdas do setor produtivo.