Brasil pode ampliar protagonismo no uso de IA na agricultura
Para Luiz Claudio Schara Magalhães, soberania tecnológica depende de infraestrutura nacional para processar e armazenar dados
A inteligência artificial avança sobre um dos setores mais estratégicos da economia mundial: a produção de alimentos. Em países agrícolas como o Brasil, a adoção dessa tecnologia envolve não apenas ganhos de eficiência produtiva, mas também o debate sobre soberania tecnológica.
Para o engenheiro Luiz Claudio Schara Magalhães, o país não alcançará plena soberania digital sem desenvolver capacidades próprias em inteligência artificial. Ele observa que o Brasil já avançou na construção de infraestrutura nacional voltada à pesquisa e ao armazenamento de dados, como a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), mas ressalta que a IA exige uma base tecnológica mais complexa.
Segundo Magalhães, o Brasil tem condições de liderar o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para a agricultura. Essa liderança, porém, depende não só de conhecimento científico, mas também de infraestrutura nacional de processamento e armazenamento de dados.
“Se a gente está usando uma infraestrutura que não é nossa, os nossos dados não estão sob nosso domínio”, afirma.
Na avaliação do pesquisador, armazenar e processar dados em território nacional passou a ser uma questão estratégica, relacionada à soberania tecnológica e até à segurança nacional, especialmente em áreas sensíveis e de grande relevância econômica, como a produção de alimentos.
Ele também avalia que a tecnologia pode acelerar pesquisas e aprimoramentos genéticos, mas destaca que esse avanço exigirá investimentos robustos.
Por Sputnik Brasil