MINERAÇÃO

Pedidos para pesquisa de terras raras aceleram e somam 401 em 2026

Volume registrado até 8 de junho se aproxima do total de solicitações feitas no país entre 1975 e 2020

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/06/2026 às 13:41
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O número de requisitos de autorização de pesquisa para terras raras apresentado à Agência Nacional de Mineração (ANM) até 8 de junho deste ano já se aproxima de 85% do volume registrado no país em mais de quatro décadas.

Ao todo, foram 401 vítimas em pouco mais de cinco meses. O patamar quase alcança o total contabilizado entre 1975 e 2020, período em que foram protocolados 476 pedidos.

Dados apresentados pela autarquia durante evento do setor mineral indicam que a busca por áreas com potencial para terras raras vem crescendo nos últimos anos.

Depois de um avanço moderado em 2021 e 2022, o movimento ganhou força a partir de 2023, quando o número de saltos transferidos foi para 901 pedidos. A ANM descreveu o aspecto como uma “explosão” de requisitos.

O ritmo aumentou continuamente em 2024, ano em que a agência registrou o registro de pedidos, com 1.018 transações. Em 2025, houve redução, com 655 requisitos.

O aumento no número de pedidos, no entanto, não significa produção imediata. Os projetos ainda precisam passar por etapas como pesquisa geológica detalhada, análise de previsões econômicas e licenciamento ambiental, fases que podem levar anos até uma eventual entrada em operação.

O avanço dos requisitos ocorre em meio à corrida por minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia. As terras raras são utilizadas na fabricação de ímãs permanentes empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.

A China concentra a maior parte da produção e do processamento mundial desses minerais. Esse cenário levou países como os Estados Unidos e membros da União Europeia a adotarem políticas para diversificar fornecedores e reduzir a dependência externa.