INDÚSTRIA

BNDES libera financiamento de R$ 143,3 milhões para ampliar produção da Zilia

Recursos serão aplicados em pesquisa, desenvolvimento, modernização e expansão da fábrica de semicondutores em Atibaia, em São Paulo

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/06/2026 às 13:50
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quarta-feira, 10, que aprovou um financiamento de R$ 143,3 milhões para a Zilia Technologies, empresa fabricante de componentes semicondutores de memória e dispositivos de armazenamento de dados.

O crédito foi aprovado no âmbito do programa BNDES Mais Inovação e será destinado à fábrica da companhia em Atibaia, no estado de São Paulo.

Segundo o banco, os recursos serão aplicados em pesquisa, desenvolvimento e ampliação da produção de semicondutores usados ​​em smartphones, computadores, tablets, smart TVs, automóveis, impressoras e equipamentos de segurança, entre outros produtos.

O projeto também prevê a ampliação e a modernização da unidade fabril de Atibaia, além da aquisição de equipamentos de produção, como máquinas de testes, montagem, manipulação e medição.

“Fabricar e desenvolver semicondutores aqui no Brasil é um passo estratégico para reduzir a dependência de componentes importados e fortalecer a produção nacional desses produtos. Além disso, a produção local reduz custos, aumenta a competitividade do mercado interno e promove a formação de mão de obra altamente qualificada. Para o BNDES, apoiar esses investimentos é fundamental para aproximar o Brasil dos padrões internacionais mais avançados do setor”, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota divulgada à imprensa.

De acordo com o banco de fomento, a Zilia produz anualmente mais de 150 milhões de chips e 7 milhões de módulos, “com foco em memórias e dispositivos de armazenamento para computadores, celulares e servidores”.

O BNDES informou ainda que a liberação dos recursos aprovados depende da formalização do contrato de financiamento e do cumprimento das demais obrigações e condicionantes aplicáveis ​​aos contratos do banco. A liberação seguirá o cronograma definido no projeto apresentado pela Zilia.