SEGURANÇA NUCLEAR

ANSN apura suposta contaminação radioativa no Ipen, em campus da USP

Denúncia foi apresentada pelo Sindsef-SP e pela Assipen; autoridade informou que a investigação segue em andamento

Por Sputnik Brasil Publicado em 11/06/2026 às 22:25
ANSN investiga suposta contaminação radioativa em instalações do Ipen no campus da USP © Foto / Jonas Ponzetto

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) informou que investiga uma suposta contaminação por material radioativo ocorrido em 29 de maio no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

O caso foi denunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e pela Associação dos Servidores do Ipen (Assipen). A denúncia foi encaminhada à direção do instituto e à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Segundo o material original, a possível contaminação teria ocorrido nas instalações do Ipen localizadas na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP).

“Neste momento, a investigação encontra-se em andamento, não tendo, por ora, informações adicionais a serem divulgadas”, informou a ANSN.

A autoridade também informou que foram realizadas ações emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas pelos trabalhadores envolvidos e controle de ocorrências.

O sindicato questionou a adequação da infraestrutura disponível e o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades com materiais radioativos. A entidade afirmou ainda que a preocupação dos representantes dos trabalhadores sobre o tema não é recente.

“Ao longo dos anos, tanto o SINDSEF-SP quanto a ASSIPEN, vêm denunciando o nítido desmonte e sucateamento do Instituto e cobrando o necessário e urgente investimento em infraestrutura, concurso e contratação de servidores públicos, e a definição de uma estratégia verdadeira e sóbria para o Programa Nuclear Brasileiro, em especial para a produção dos Radiofármacos, mas também para a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias presentes no DNA do IPEN”, criticou o sindicato.

Por Sputnik Brasil