São Paulo descarta suspeita de ebola em brasileira internada no Emílio Ribas
Paciente de 31 anos teve exames analisados pelo Instituto Adolfo Lutz e segue em tratamento para gastroenterocolite aguda
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) descartou, nesta sexta-feira, 12, o segundo caso suspeito de ebola registrado no Estado em 2024. A confirmação ocorreu após análises laboratoriais feitas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).
A paciente é uma brasileira de 31 anos. Segundo a secretaria, ela relatou ter viajado a trabalho para a província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. O retorno ao Brasil ocorreu no último sábado, 6, e os sintomas, como diarreia e febre, começaram na terça-feira, 9.
A mulher buscou atendimento em um hospital particular da capital paulista e depois foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), unidade de referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença.
De acordo com a SES, a paciente permanece internada no IIER, apresenta evolução clínica favorável e está em tratamento para gastroenterocolite aguda.
A secretaria informou que iniciou a investigação por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac (CVE-SP). A medida foi adotada porque a paciente se enquadrou nos critérios de definição de caso suspeito, em razão do histórico de viagem a país com áreas de transmissão da doença e dos sintomas apresentados.
No início do mês, São Paulo já havia descartado o primeiro caso suspeito de ebola deste ano. O paciente era um congolês de 37 anos. Na ocasião, os exames realizados pelo IAL detectaram Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica.
A pasta informou ainda que reforçou as ações de vigilância epidemiológica após o registro do primeiro caso suspeito. Entre as medidas estão um treinamento online para profissionais de saúde e a atualização da Nota Informativa Conjunta sobre o vírus.
“A atualização do documento reitera que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece classificado como muito baixo”, afirmou a pasta.