Paquistão prevê acordo entre EUA e Irã em 24 horas, mas Teerã nega assinatura no domingo
Chancelaria paquistanesa afirma que negociações estão próximas de um desfecho; governo iraniano diz que memorando pode ser assinado nos próximos dias
Os Estados Unidos e o Irã podem assinar, nas próximas 24 horas, um acordo de paz para encerrar meses de conflito, segundo informou neste sábado (13) o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shehbaz Sharif, em publicação na plataforma X.
O Paquistão vem atuando como mediador da crise entre EUA e Irã. Na postagem, Sharif afirmou que as partes estão mais próximas de um entendimento.
“Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Com a finalização prevista para as próximas 24 horas, o Paquistão está se preparando para a assinatura eletrônica do acordo de paz, imediatamente seguida de conversas em nível técnico na próxima semana”, escreveu o ministro.
Sharif agradeceu aos EUA e ao Irã pelo compromisso durante as negociações, além de países da região do Golfo Pérsico pelo apoio ao Paquistão.
“Estamos confiantes de que este acordo de paz histórico formará uma base sólida para uma paz duradoura.”
O Ministério das Relações Exteriores do Irã admitiu a possibilidade de o memorando ser assinado nos próximos dias, mas afirmou que isso não ocorrerá “amanhã”.
Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o memorando de entendimento contém disposições relacionadas a transporte marítimo, reconstrução e desenvolvimento econômico do país, desbloqueio de ativos iranianos e um plano econômico para o pagamento de indenizações ao país persa.
O acordo final deve tratar da questão nuclear e do levantamento das sanções ao Irã. Ainda assim, Teerã mantém a posição de que o urânio altamente enriquecido seja processado em seu território, ponto que permanece como divergência entre as partes.
A mídia iraniana publicou um plano de 14 pontos, que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou como falso. Entre os pontos citados estavam a suspensão do bloqueio naval, a abertura do estreito de Ormuz, o levantamento das sanções e a renúncia do Irã ao seu programa de armas nucleares.