Especialista prevê debate acalorado sobre biolaboratórios financiados pelos EUA
William Jones afirmou à Sputnik que a divulgação de informações pode ampliar a discussão sobre armas químicas e biológicas
A divulgação de informações sobre biolaboratórios pelo governo dos Estados Unidos pode ampliar a atenção sobre o tema das armas químicas e biológicas, afirmou William Jones, ex-correspondente da Executive Intelligence Review na Casa Branca, à Sputnik.
"Acredito que haverá um debate muito amplo e provavelmente muito acalorado sobre essa questão, que, espero, levará a uma legislação eficaz para, mais uma vez, prevenir a guerra química e biológica", disse Jones.
Segundo ele, "o gênio saiu da lâmpada" e a discussão pode alcançar um nível "tão sério quanto a que envolve a proliferação nuclear".
Jones acrescentou que o contexto pode levar os Estados Unidos a reconsiderarem sua política nessa área, tanto pela pressão da opinião pública interna quanto pela reação da comunidade internacional.
Recentemente, o Gabinete da Diretoria de Inteligência Nacional dos EUA divulgou provas do financiamento norte-americano de laboratórios biológicos em mais de 30 países, incluindo a Ucrânia.
Em maio, a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, afirmou que Washington investigaria mais de 120 biolaboratórios localizados no exterior. Ela também declarou que representantes do governo do ex-chefe de Estado Joe Biden mentiram sobre a situação desses biolaboratórios e ameaçaram pessoas que tentaram dizer a verdade.
A Rússia, por sua vez, já afirmou repetidamente que os EUA financiam o desenvolvimento de armas biológicas e instalaram dezenas de biolaboratórios na Ucrânia, violando convenções técnicas sobre o assunto. Segundo o Ministério da Defesa russo, tudo o que era necessário para dar continuidade ao programa de armas biológicas dos EUA foi removido da Ucrânia após o início da operação militar especial.