METAIS PRECIOSOS

Ouro sobe 2,7% com redução das tensões entre Estados Unidos e Irã

Acordo de cessar-fogo pressionou o petróleo para baixo e reduziu preocupações inflacionárias antes de decisões de bancos centrais

Por Estadao Conteudo Publicado em 15/06/2026 às 14:56
Barra de ouro © Foto / Domínio público / Michael Sutton

O ouro encerrou na segunda-feira, 15, em forte alta, após o acordo entre Estados Unidos e Irã reduzir o prejuízo no Oriente Médio. O movimento contribuiu para uma queda acentuada nos preços do petróleo e amenizou preocupações com a inflação, em uma semana marcada pela expectativa por decisões de política monetária de importantes bancos centrais.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para agosto fechou em alta de 2,7%, cotado a US$ 4.351,6 por onça-troy. A prata para julho avançou 3,2%, a US$ 70,18 por onça-troy.

Os metais preciosos operaram em alta desde as primeiras horas do dia, acompanhando o anúncio de um novo acordo de cessar-fogo que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim das operações entre os EUA e o Irã. Apesar disso, permanecem incertezas, especialmente sobre a participação de Israel e do Líbano no tratado.

O cenário também provocou forte recuo do petróleo, além do enfraquecimento do dólar e dos rendimentos dos Tesouros.

A TD Securities avalia que os metais estão entre os ativos mais beneficiados pelas notícias. O banco canadense, porém, considera que a recuperação pode ser temporária, já que os mercados ainda precificaram um aumento na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) no início de 2027.

O Swissquote relaciona a alta do ouro à queda dos rendimentos dos Treasuries, que reduz o custo de oportunidade de manter ativos que não pagam juros. A instituição observa, no entanto, que ouro e prata permanecem “vulneráveis ​​a mudanças no sentimento global de risco”.

Já o Barclays afirma que o ouro pode ser favorecido por custos de energia mais baixos, o que alivia as pressões sobre inflação e juros. O banco britânico mantém uma visão construtiva sobre o metal, ao avaliar que fundamentos de médio prazo, como a incerteza política e a diversificação contínua das reservas, “deverão voltar a ter força assim que a tensão geopolítica se estabilizar”.

Nesta semana, o mercado acompanha as decisões de política monetária do Fed — a primeira sob comando de Kevin Warsh como presidente —, do Banco do Japão (BoJ) e do Banco da Inglaterra (BoE).

Com informações da Dow Jones Newswires.