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Michelle Bolsonaro apaga post em que chamou Papudinha de 'menos torturante'

Ex-primeira-dama revisa publicação sobre transferência de Bolsonaro e suaviza críticas ao presídio.

Publicado em 16/01/2026 às 16:15
Reprodução / internet

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, afirmou nesta sexta-feira (16) que as instalações da Papudinha, presídio para onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido, seriam "menos torturantes". A declaração foi publicada por volta das 13h, mas uma hora depois, Michelle editou o texto e retirou a expressão.

Na versão revisada, Michelle descreveu as instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal como "menos prejudiciais à saúde" do ex-presidente. Ela também excluiu o parágrafo inicial do texto original, no qual defendia Bolsonaro: "Meu marido não cometeu crime algum. Não houve nenhum golpe. Nunca deveria ter sido condenado. Está tudo errado desde o início".

Michelle reiterou que continuará lutando para levar o marido para casa, mas retirou a frase "a certeza da injustiça permanece". Também suprimiu a menção à união familiar: "Eu, minhas filhas e meus enteados – os filhos do meu amor – estamos unidos para cuidar do nosso líder, pai e esposo".

Em ambas as versões, Michelle pediu para não ser julgada por suas declarações: "Àqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política".

Segundo aliados ouvidos pelo Estadão, Bolsonaro avaliou positivamente a transferência da Superintendência Regional da Polícia Federal para a Papudinha, classificando a decisão como um "bom gesto". O relato foi feito por interlocutores que conversaram com Michelle na noite da transferência. Na quinta-feira (15), Michelle agradeceu publicamente à Polícia Federal pelos cuidados e auxílio ao ex-presidente durante o período sob custódia.

Bolsonaro foi transferido na quinta-feira para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Ele foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.