CAE aprofunda investigação do caso Banco Master e Renan diz que apuração se aproxima do Iprev de Maceió
Senador afirma que a Comissão é a única instância do Congresso dedicada à investigação do escândalo e destaca que a derrubada da chamada “Emenda Master” abre caminho para novas apurações sobre aplicações em Maceió
O senador Renan Calheiros voltou a utilizar suas redes sociais para destacar a atuação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nas investigações envolvendo o Banco Master e fez referência direta ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev).
Em publicação divulgada nesta semana, Renan afirmou que a CAE é “a única instância do Congresso” que mantém investigação permanente sobre o escândalo envolvendo a instituição financeira e ressaltou uma decisão judicial que, segundo ele, representa uma vitória para os trabalhos de apuração.
“A CAE é a única instância do Congresso que investiga o escândalo do Master. Denunciei essa emenda publicamente diversas vezes e conseguimos uma vitória importante: a Justiça derrubou a Emenda Master. Logo as investigações se aproximarão do Iprev de Maceió”, escreveu o parlamentar.
A declaração reforça o foco que o senador tem dado ao caso desde que assumiu a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos. Nos últimos meses, a CAE criou um grupo de trabalho específico para acompanhar as investigações sobre o Banco Master, solicitar documentos, analisar contratos e acompanhar os inquéritos conduzidos pela Polícia Federal e outros órgãos de controle.
INVESTIGAÇÃO DO IPREV
O principal ponto de interesse para Alagoas envolve a aplicação de aproximadamente R$ 117 milhões de recursos do Iprev Maceió em ativos vinculados ao Banco Master. O caso ganhou repercussão nacional após denúncias de supostas irregularidades na autorização da operação e questionamentos sobre a segurança dos investimentos realizados com recursos destinados a aposentados e pensionistas do município.
Em declarações anteriores, Renan afirmou que a operação teria colocado em risco recursos previdenciários e que a CAE pretende responsabilizar os envolvidos caso sejam comprovadas irregularidades. Segundo o senador, a comissão já requisitou documentos e explicações relacionados às operações financeiras investigadas.
A menção ao Iprev na postagem mais recente sinaliza que a comissão pretende ampliar a análise sobre os atos administrativos que permitiram os investimentos e sobre eventuais responsabilidades de gestores públicos, conselheiros e instituições financeiras envolvidas na operação.

PAPEL DA CAE
Desde o início das investigações, Renan sustenta que a CAE possui competência constitucional permanente para fiscalizar o Sistema Financeiro Nacional, diferentemente de uma CPI, que possui prazo determinado para funcionamento. Por essa razão, o senador tem defendido que a comissão continue atuando paralelamente a quaisquer outras investigações parlamentares ou policiais.
Em fevereiro deste ano, integrantes da comissão estiveram no Supremo Tribunal Federal e na Polícia Federal para solicitar acesso a documentos e informações referentes aos inquéritos do Banco Master. Na ocasião, Renan declarou que o objetivo era garantir que não houvesse blindagem de investigados e permitir que o Senado acompanhasse os desdobramentos do caso.
REPERCUSSÃO POLÍTICA
A referência direta ao Iprev de Maceió tem potencial de ampliar a repercussão política do caso em Alagoas. Isso porque as aplicações financeiras ocorreram durante a gestão do ex-prefeito e atual pré-candidato ao Governo de Alagoas, JHC, adversário político do grupo liderado por Renan Calheiros.
A expectativa agora é sobre os próximos passos da Comissão de Assuntos Econômicos, que deverá intensificar a coleta de informações e ouvir personagens centrais das operações investigadas. A sinalização feita pelo presidente da comissão indica que os investimentos do Iprev Maceió permanecem entre os principais focos das apurações relacionadas ao escândalo do Banco Master.