A oito dias de deixar a Câmara Heloísa Helena mantém pressão por CPMI do Banco Master; vídeo
Deputada afirma que escândalo financeiro precisa ser esclarecido e que população pobre não pode ser chamada a pagar a conta dos prejuízos
A apenas oito dias do encerramento de seu mandato temporário na Câmara dos Deputados, a deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) intensificou a defesa da instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso envolvendo o Banco Master e os investimentos realizados por institutos de previdência de diversos estados e municípios brasileiros.
Suplente do deputado federal Glauber Braga, Heloísa assumiu a vaga durante o período de afastamento do parlamentar e, mesmo em um curto espaço de tempo, marcou sua passagem pela Câmara por discursos contundentes em defesa da fiscalização dos gastos públicos, do combate à corrupção e da proteção dos direitos dos trabalhadores e aposentados.
Nos últimos meses, a parlamentar transformou o caso Banco Master em uma de suas principais bandeiras no Congresso Nacional. Em pronunciamentos na tribuna da Câmara, ela cobrou investigações aprofundadas e afirmou que o episódio não pode cair no esquecimento.
Segundo Heloísa Helena, os impactos financeiros decorrentes dos investimentos sob investigação podem atingir diretamente estados e municípios caso sejam confirmadas irregularidades e prejuízos aos fundos previdenciários.
"Quem vai pagar a conta desse rombo é a população pobre", afirmou a deputada durante discurso em plenário.
A parlamentar argumenta que recursos públicos poderão ser utilizados para recompor eventuais perdas de fundos previdenciários, comprometendo investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura, saneamento básico e geração de emprego e renda.
APELO PELA CPMI
Em um dos pronunciamentos mais contundentes sobre o tema, Heloísa fez um apelo público pela instalação da CPMI do Banco Master, afirmando que a população tem direito a conhecer todos os fatos relacionados às operações financeiras que estão sendo investigadas por órgãos de controle e fiscalização.
A deputada criticou o que classificou como resistência à abertura de uma investigação parlamentar mais ampla e afirmou que o Congresso Nacional não pode se omitir diante da gravidade das denúncias que vêm sendo discutidas no país.
Para Heloísa Helena, a CPMI seria um instrumento fundamental para identificar responsabilidades, esclarecer os fatos e apontar eventuais irregularidades que possam ter causado prejuízos ao patrimônio público.
ATUAÇÃO ALÉM DO MANDATO
Mesmo deixando a Câmara nos próximos dias, Heloísa Helena afirma que continuará acompanhando os desdobramentos do caso e defendendo a apuração completa dos fatos.
Aliados da parlamentar destacam que sua passagem pelo Congresso foi marcada pela retomada de pautas relacionadas à fiscalização do poder público e pela cobrança de transparência em temas que envolvem recursos de aposentados e pensionistas.
A ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República construiu sua trajetória política associada ao combate à corrupção e à defesa de direitos sociais. Agora, ao se despedir temporariamente da Câmara Federal, deixa como uma de suas últimas bandeiras a pressão pela instalação da CPMI do Banco Master.
"O apelo que faço é pela CPMI do Banco Master. A população pobre não pode ser chamada, mais uma vez, para pagar a conta de irregularidades que precisam ser esclarecidas", declarou.
A discussão sobre o caso continua mobilizando parlamentares, órgãos de fiscalização e setores da sociedade civil. Enquanto isso, a instalação da CPMI permanece aguardando os procedimentos políticos necessários para avançar no Congresso Nacional.