Rogerio Marinho aponta alta de gastos e cobra responsabilidade fiscal
Em pronunciamento no Plenário, senador citou projeções da IFI e criticou a situação fiscal do país
Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (9), o senador Rogerio Marinho (PL-RN) criticou a condução da política econômica do governo federal e afirmou que o crescimento dos gastos públicos tem contribuído para o aumento da dívida do país.
Segundo o parlamentar, a situação fiscal brasileira se deteriorou nos últimos anos e pode trazer impactos negativos para as próximas gerações.
Marinho comparou os indicadores econômicos atuais aos registrados durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o senador, o aumento das despesas públicas está relacionado à criação de novos tributos. Ele também mencionou projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI) sobre a relação entre dívida pública e produto interno bruto (PIB).
— Nós estamos falando de um acrescimento de mais de 12 pontos percentuais na tributação no Brasil em função do PIB, quase R$ 300 bilhões em novos impostos, quase 30 impostos novos e, mesmo assim, as despesas públicas crescem geometricamente. Nós sabemos que, ao final deste período, a relação dívida-PIB, que era 71 pontos percentuais, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), aqui do Senado da República, baterá 84 pontos percentuais. Significa que os brasileiros vão herdar uma herança maldita do governo do PT de mais de R$ 2 trilhões acrescidos à dívida pública — afirmou.
O senador também atribuiu ao governo federal responsabilidade por déficits em empresas públicas e criticou a ampliação de gastos. Marinho citou a situação dos Correios para questionar a gestão de estatais e defendeu maior responsabilidade fiscal na condução das contas públicas.
— Talvez, desse corolário de ações deletérias deste governo, a face mais evidente sejam os Correios, entregues no final da administração do presidente Bolsonaro com um superávit de quase R$ 500 milhões. E, agora, R$ 12 bilhões de empréstimo no ano passado, R$ 8 bilhões procurados neste ano por estes mesmos Correios, governados por incompetentes, por aliados políticos, por aqueles que delapidam o patrimônio público, em função de um projeto de poder, de um partido político — declarou.