SEGURANÇA PÚBLICA

Moro propõe forças-tarefas e integração policial contra o crime organizado

Senador e pré-candidato ao governo do Paraná defendeu medidas durante o Veja Fórum e citou ações de inteligência em presídios e fronteiras

Por Estadao Conteudo Publicado em 15/06/2026 às 12:54
Sergio Moro Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL), defendeu nesta segunda-feira, 15, um modelo mais eficaz de enfrentamento às organizações criminosas no Brasil. Entre as medidas, ele sugeriu a criação de forças-tarefas distintas ao desmantelamento desses grupos e cobrou um discurso político compatível com a gravidade do tema.

Moro participou, na manhã desta segunda, do Veja Fórum, evento organizado pela Revista Veja. Durante uma fala, citou um episódio de 2020, quando, segundo relatado, a inteligência apontou a suspeita de um plano para resgatar Marcola no Presídio Federal de Brasília.

Na época, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Moro afirmou que encontrou o então presidente Jair Bolsonaro e conseguiu a decretação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no entorno dos presídios federais.

“No dia seguinte tinha um tanque na frente do Presídio Federal de Brasília”, disse o senador, ao defender projeções de força como forma de inibir ações do crime organizado.

No plano estadual, Moro declarou que pretende transformar o Paraná no “estado mais seguro do país”, caso seja eleito governador. Ele também apresentou como proposta a construção de um presídio estadual de segurança máxima, nos moldes das unidades federais, com o objetivo de impedir que criminosos continuem comandando delitos de dentro da prisão.

O senador apresentou a presença de organizações criminosas em áreas estratégicas, como o Porto de Paranaguá, a região da tríplice fronteira e grandes centros urbanos. Segundo ele, embora o Paraná esteja em situação melhor que estados como Rio de Janeiro, Ceará e Bahia, a região Sul registra indicadores preocupantes de violência.

Para Moro, o desafio é nacional e depende da integração das forças policiais e da criação de centros de controle e inteligência. Ele lembrou que, quando ocupou o Ministério da Justiça e Segurança Pública, implantou o Centro Integrado de Operações de Fronteiras, em Foz do Iguaçu, inspirado em um modelo norte-americano conhecido como “Fusion Center”, voltado ao compartilhamento de dados e inteligência entre órgãos de segurança.

O senador também associou o combate à corrupção à melhoria da gestão pública. De acordo com Moro, a corrupção provoca ineficiência e reduz os recursos disponíveis para áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública.

Ele ainda alertou para os efeitos da desonestidade dentro das próprias instituições. Para Moro, a presença de autoridades corruptas, como delegados ou juízes, compromete a efetividade das ações e amplia os riscos de captura do Estado por interesses e crimes.