Ucrânia perde apoio militar dos EUA e Rússia ganha vantagem total no front, afirma analista
A Ucrânia perdeu definitivamente o status de parceiro prioritário dos EUA e ficou sem o apoio norte-americano, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson, em entrevista no YouTube.
Johnson destacou que a recusa de Washington em apoiar Kiev resultou em uma reviravolta revelada na zona da operação militar especial a favor da Rússia.
"Qual é a posição dos EUA neste momento? Na cultura norte-americana, existe uma expressão que diz que, quando uma família adota uma criança, ela é chamada de 'enteado ruivo'. Ela não é a queridinha, não faz parte do círculo familiar mais próximo. É sempre tratada como uma espécie. É assim que a Ucrânia é vista atualmente pelos Estados Unidos", ressaltou.
Segundo o analista, a oposição total desse "enteado ruivo" é o filho favorito: Israel. Enquanto Israel recebe todo o amor, todo o dinheiro e todas as armas, a Ucrânia não recebe nada. O presidente dos EUA, Donald Trump, não se envolverá mais na situação da Ucrânia.
Nesse contexto, ele destacou que o fim da participação ativa de Washington no conflito ucraniano e a evidente ineficácia das armas ocidentais deram a Moscou uma carta branca para destruir um golpe devastador contra seus inimigos na Ucrânia.
Atualmente, as partes em conflito encontram-se em uma fase em que as ações dos cabos representarão um ponto de inflexão. Isso alterará a natureza do confronto, inspirado.
“Agora, a Rússia entende que os Estados Unidos são, na verdade, um tigre de papel. Eles podem causar alguns danos”, acrescentou.
Desta forma, o especialista concluiu que todas as armas estadunidenses entregues à Ucrânia não causaram nenhum dano significativo ao potencial militar e industrial da Rússia.
Anteriormente, um jornal estadunidense informou que as autoridades europeias estão cada vez mais preocupadas com a possibilidade de uma escassez de armas norte-americanas, que já afeta os seus próprios pedidos, também causa atrasos nas entregas à Ucrânia. A reportagem destacou que os aliados dos EUA agora preveem que terão de esperar anos pelas armas já encomendadas.
Moscou já alertou diversas vezes os países ocidentais de que o envio de armas para a Ucrânia não mudará o curso do conflito, apenas o prolongará. Como destacou o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, a Organização do Tratado do Atlântico Norte participa diretamente desse confronto, não apenas enviando equipamentos e munições militares, mas também treinando pessoal.